Mídia Regionalizada
quarta-feira, 1 setembro 20108.514.876.599 km², 27 Estados, 5.655 municípios, 190 milhões de brasileiros. Este é o Brasil, um país com múltiplas manifestações culturais e religiosas. Estudando cada um desses 27 Estados, teremos peculiaridades econômicas, costumes alimentares e comportamentais pertinentes a cada região. Cada “pedaço” destes guarda a memória de diferentes colonizações e eventos sociais. Com essas pequenas citações, já podemos entender como falar com cada pedaço do Brasil?
A verdade é que a regionalização das mídias no Brasil ainda não é compatível com as diferenças existentes em cada região. Falando em TV aberta, por exemplo, a programação é baseada nos dois principais Estados (São Paulo e Rio de Janeiro), que suprem nossas totais necessidades. Mas se pensarmos em nordeste, o que temos de programação local é mais precário e com conteúdo defasado ou superficial.
Observamos que as empresas regionais têm apresentado bons resultados financeiros, fruto da estabilidade econômica como um todo e, consequentemente, sentem a necessidade de anunciar seus produtos. Para isso, o ideal seria prestigiar os veículos de credibilidade de sua cidade, que falam a língua do povo e participam lado a lado dos assuntos da comunidade, seja em TV, Rádio ou Jornal. Também temos os grandes anunciantes, que já sentem também a necessidade de se comunicar com maior proximidade com seus consumidores, entendendo as reais necessidades e características do mercado de cada região. Para isso, devem-se utilizar do que a mídia pode oferecer regionalmente.
O fato é que o que temos de mídia regional hoje ainda não é suficiente para atender à demanda com eficácia – isso se falarmos dos principais veículos. É nesse momento que novamente os profissionais de Mídia passam a desenvolver estratégias e procurar alternativas que atendam às necessidades de cada anunciante.
Temos hoje muitas alternativas para se regionalizar a Mídia; o que temos de levar em consideração é o valor agregado a cada opção existente, pois em primeiro plano os custos podem ser mais pesados do que quando massificamos a Mídia – temos de analisar todos os pontos. Isso ocorre também com os jornais gratuitos, que muitas vezes têm seus valores elevados, principalmente pela inviabilidade em praticar custos de vendas e assinaturas. Nesse caso, eles sobrevivem com a venda de espaços publicitários apenas.
Opções como Pizza, EleMídia ou outras mídias indoor devem ser programadas contando exatamente com as necessidades do cliente, de acordo com o target e a adequação à campanha. Muitas vezes estas mídias não podem andar sozinhas, sendo complementos de outras mídias mais massivas. Porém, se trabalhadas corretamente, asseguram ótimos resultados regionais.
Ligia Brito – Gerente de Mídia Rae,MP














