Cá entre os jovens!

O final do ano está chegando e com ele surgem nossas reflexões sobre o que fizemos, deixamos de fazer, sobre o que conseguimos… ou não!

Confesso que esse ano não foi muito fácil. Mas posso afirmar que foi um ano de extrema importância para o meu crescimento.

Nós jovens não gostamos muito de ouvir frases como: “Você tem muito que aprender ainda”, ou “Você não sabe da missa a metade”, “Quando você estava indo, eu já estava voltando”… Pois tudo isso nos fazer entender que somos imaturos ou inexperientes demais para determinadas situações.

De fato, somos realmente inexperientes e imaturos para determinadas situações, contudo comecei a pensar nas vantagens que temos sobre os mais “experientes”, e em conversa com tais conclui que o que temos de mais valioso é energia e tempo. Sim, tempo!

A energia eu compreendi logo de cara: Ok, sou nova, tenho saúde, força de vontade, o brilho e a garra presentes na vida da maioria dos jovens; mas e o tempo? Tempo é a coisa de que mais me queixo. Sempre digo que preciso de mais horas no meu dia, que gostaria de fazer inúmeras coisas que as pessoas mais velhas conseguem fazer, mas que pelo fato de ser nova e de me ocupar com estudos, trabalho e pessoas eu não consigo administrá-lo da forma correta.

Foi exatamente nesse ponto que me abriram os olhos. O problema não é ter inúmeras tarefas e se sentir sempre ocupado, mas a questão é se realmente estamos otimizando nosso tempo como deveríamos.

O grande tesouro que temos nas mãos desperdiçamos com inúmeras outras coisas que tornam esse bem cada vez mais escasso. O tempo acaba se tornando o nosso pior inimigo, e aí chegamos à tão citada “luta contra o tempo”.

Não tenho a pretensão de dizer a fórmula exata de como usarmos o nosso tempo, até porque isso é algo que venho buscando incessantemente e com pouco sucesso; mas quero provocar a reflexão sobre o peso que o tempo possui em nossas vidas.

Mesmo nos deparando cada vez mais com pais enterrando filhos, ainda estamos programados a querer sempre a ordem “natural” das coisas: Os mais velhos irem embora antes que nós. E realmente talvez isso seja o mais justo. Pensando dessa forma, chegamos a outra conclusão: teoricamente, os jovens têm maior tempo de vida. E é desse tempo aí que também estamos lidando.

Mas vamos pensar no outro lado da moeda, nos tais coroas! Tudo bem, eles não possuem a mesma energia que nós, a mesma disposição de tempo – seja de vida, ou não –, mas realmente possuem aquelas vantagens citadas lá no início que nós jovens detestamos ter de ouvir: a tal da experiência, a tal da maturidade!

E como equilibrar esses dois mundos tão distintos, mas ao mesmo tempo tão próximos? Para mim a grande vantagem disso tudo é poder conviver. Só convivendo podemos somar os bens de cada um para se tornarem cada vez maiores. Acredito que cada pessoa possui um diamante dentro de si e quem vai lapidá-lo é o próximo.

Realmente, sou jovem, inexperiente, imatura, despreparada para certas situações, mas a minha energia e o meu tempo, somados à maturidade e experiência das outras pessoas, se tornam e um bem tão valioso ao ponto de ser imbatível!

Depois de muita reflexão percebi que na verdade precisamos olhar para o outro sempre com o sentimento de igualdade, mas com a vontade de somar com ele forças que sozinhos nós não conseguimos. Assim como as flores dependem da chuva para sobreviverem, nós dependemos do próximo. Sim, nós sempre precisamos do outro!

Luiza Bejarano – Estagiária de Mídia
Twitter: @luizabejarano

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