Campus Party – Balanço final

O último dia de atividades da Campus Party é o momento de fazer um balanço do que aconteceu nesta semana no Pavilhão do Anhembi.

Em relação ao público, vale lembrar que houve uma promessa de boicote de campuseiros mais experientes, como forma de protesto ao preço do ingresso deste ano. Em nossa cobertura, notamos que cerca de 1/3 das barracas da área de camping não foi ocupado. Além disso, percebemos uma grande quantidade de pessoas que participavam de sua primeira Campus Party. No entanto, era um pouco mais difícil encontrar veteranos de 3 ou 4 edições.

Falando sobre os pontos fortes, é preciso destacar a quantidade e o alto nível das palestras. No palco Gutenberg, o qual priorizamos durante nossa cobertura, foi possível conferir apresentações e debates de muita qualidade, que atraíram um bom público.

A palestra de Fabio Ricotta foi uma das melhores do palco Gutenberg

Martha Gabriel, por exemplo, encontrou uma boa plateia para falar do tema “Vícios digitais”, mesmo começando às 21h45. Este horário “tardio”, aliás, foi uma das novidades em 2013. Entretanto, as palestras marcadas para o fim da programação só lotaram nos últimos dias, com atrações voltadas para o humor, protagonizadas por blogueiros populares.

Quanto à segurança, conversamos com campuseiros que estiveram em edições anteriores e, de fato, houve uma melhora neste quesito. A revista era rigorosa nos acessos ao pavilhão e, pelo menos, até sexta-feira, não tínhamos ouvido nenhum relato sobre roubos ou furtos.

A coxinha do quiosque custava quase o mesmo que o café da manhã no catering

Já em relação ao que não funcionou tão bem na Campus Party, vale destacar a questão da alimentação. Apesar de contar com opções variadas, algumas até disponíveis por 24 horas, o preço era um problema. Por isso, a opção de melhor custo-benefício era o setor chamado de catering. Com café a R$ 8 e almoço ou janta a R$ 20, era possível comer bem – e ainda ganhar um picolé de cortesia, às vezes.

Entretanto, nos quiosques localizados na área de palestras, os preços eram salgados. Uma simples coxinha saía a R$ 6, enquanto os lanches custavam, em média, R$ 15. Um hamburger, por exemplo, só o sanduíche, era vendido por R$ 14.

A conclusão sobre a Campus Party é que trata-se de uma excelente oportunidade para quem busca conhecimento. O evento também oferece uma boa estrutura aos campuseiros. Você não passa fome, pode tomar banho com tranquilidade e dormir nas barracas sem problemas. A grande dificuldade, porém, continua sendo a questão dos preços, principalmente ingresso e alimentação.

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