Varejo e os Meios Digitais

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Nos últimos dias, fiz algumas buscas em sites, por “organizadores de armário” e desde então estou sendo perseguida em todo site que entro por diversas lojas on-line me oferecendo caixas para guardar bugigangas, sacos para organizar meias e sapatos, porta-lenços e tudo mais que você possa pensar em guardar.

Diferente da publicidade estática, aguardando o consumidor aparecer por lá, eu anunciei a necessidade organizar a bagunça de casa e então, o anunciante me encontrou e me ofereceu o que estava procurando. Esse é o varejo na era digital. 

Acompanhando as novas tendências de comportamento do consumidor, os meios de comunicação se ajustam para ganhar a atenção dos consumidores, cada vez mais acostumados a terem seu método único de compra.

As páginas de classificados dos impressos, com seus anúncios coloridos e com condições destacadas, cheio de títulos de oportunidades, estão cada vez mais reduzidos. É fato que setores de varejo ainda têm retorno com os classificados, mas acredito muito mais na presença de marca. Leitores fiéis ao meio serão impactados em algum momento por marcas, produtos e serviços nos impressos, mas não podemos garantir que aquele é seu momento de compra.

transacoes-onlineO varejo brasileiro, de acordo com o ranking do IBOPE, investiu em 2012 R$ 19,6 bilhões e é fato que nesse bolo de budget constam as tentativas e inovações para atrair consumidores com presença na internet. Segundo a E-bit, o e-commerce cresceu 24% no primeiro semestre do ano.

Entendo que estamos saturados de informações sobre a mudança de comportamento do consumidor, mas é uma realidade da qual não tem volta e a cada dia esses compradores se tornam mais multiplataforma. Uma vez que podemos comprar por vários meios e em qualquer momento, os anunciantes devem intensificar sua estratégia de mídia também em multicanais. Uma prova disso é o que chamamos de segunda tela, onde a atenção do consumidor está voltada ao mesmo tempo para a TV e para um tablet ou smartphone. O que comprova isso é uma pesquisa do Google, que diz que mais de 30 milhões de usuários utilizam da segunda tela. A projeção de usuários de smartphone é que chegue a 85% da população até 2015. Além disso, o brasileiro passa 13 horas por semana conectado ao celular e 26 horas no computador.

A pesquisa diz também que 52% dos consumidores querem informações sobre os produtos que irão adquirir e pesquisam em meios on-line antes de efetivarem a compra. E dos 90% que adquirem o produto em loja física, 60% fazem busca no celular.

Isso nos mostra por baixo o tamanho da estratégia para atingir o maior número de consumidores. Quem conseguir estar em diferentes plataformas, por mais tempo possível, terá mais chances de provocar o comprador. A frequência e lembrança de marca podem ser decisivos na hora de escolher uma marca ou produto.

O consumidor investiga um produto, depois compara e só depois desses dois passos decide pela compra. Ele pode ir para a loja física, mas já munido de informações, até mais ricas que o próprio vendedor. Se o varejista não estiver presente nessas três etapas de decisão de compra, ele perde ponto para uma marca que esteja mais preparada para a era digital, já que sua  procura é basicamente por  informação sobre o produto, marca ou serviço.

Não podemos deixar de comentar sobre o remarketing ou retargeting, uma tendência que cerca o consumidor, após visita no site do cliente ou buscas por determinados assuntos. Mostrar ao consumidor o que já é de seu interesse aumentam as chances de efetivação de compra. É praticamente a mesma coisa, mas ao contrário dos cadernos de classificados.

Enfim, a tecnologia acompanha o varejo, como em qualquer outro segmento.

Ligia Brito – Gerente de Mídia da Rae,MP
Linkedin – http://br.linkedin.com/pub/ligia-brito/26/580/495 


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