Se conectando com os já conectados

Os smartphones fazem cada vez mais parte do nosso dia a dia. Em 2013 ultrapassamos a marca de 200 milhões de brasileiros e 46% de nós estamos conectados diariamente, ou seja, somos quase 100 milhões de consumidores buscando informação, produtos e entretenimento na web, através de nossos celulares inteligentes.

A esse comportamento do consumidor foi dado o nome de Xtreme Shopper, “alguém conectado, competitivo, otimista e determinado a ter o controle do jogo, quando o assunto é consumo”, definição feita pela GFK em sua recente pesquisa global “Future Buy”. São consumidores que buscam mais informações sobre os produtos, antes de efetuar a compra, pesquisam preço e usam cupons de desconto.

Mas um detalhe preocupa o comércio varejista off-line, um comportamento recorrente do Xtreme Shopper: o showrooming. Nele, os consumidores passaram a ir ao PDV para buscar informações, tirar suas dúvidas e, na sequência, comprar no e-commerce de outros varejistas (geralmente por preços mais amigáveis), causando prejuízos ao comércio de lojas físicas. Esse tipo de comportamento já se faz presente em 49% dos compradores conectados do Brasil, o que eleva ainda mais o risco dos PDVs físicos. Uma variação menos preocupante desse comportamento é o “friendly” showrooming, consumidor que vai ao PDV e não compra, mas acaba adquirindo o produto no e-commerce do mesmo varejista físico, índice que aparece em 40% dos compradores da América Latina e em 45% dos brasileiros.

mobile-shoppingO questionamento que fica é: como driblar o showrooming e conquistar o Xtreme Shopper? Sim, há uma saída. O Xtreme Shopper busca valor, seja no comércio on ou off-line. Cumprindo os 4Ps (preço, produto, praça e promoção) e com um atendimento de qualidade, o consumidor não terá motivos para praticar o showrooming. Mas se o interesse for conquistar esse consumidor como marca, será necessário realmente fazer mais!

Uma forte tendência para 2014 pode ser a solução: a economia de experiência. O consumidor não quer mais ver simplesmente um anúncio e ir às compras, ele quer interagir com a marca, sentir um cheiro ou uma textura única nos produtos, ser bem recebido na loja e se sentir bem naquele espaço, numa composição harmônica de cores, sons e luz. Não basta mais fazer uma promoção – afinal, na internet é sempre mais barato – o negócio agora é agregar valor ao momento que o consumidor viver dentro do PDV.

Se alguma coisa vai fazer o Xtreme Shopper largar o celular e te dar atenção, é se sentir único no seu ponto de venda. Ou deveríamos passar a chamá-lo de ponto de experiência?
Gisele Baciano – Planner Jr. na Rae,MP
Twitter: @newhapundie

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