Gestão da Inovação em Agências

Inovação e criatividade são sempre uma importante força dentro do ambiente do Marketing e Publicidade, demandando das agências soluções cada vez mais impactantes e eficientes para o alcance otimizado dos objetivos das marcas anunciantes. A Rae,MP teve o privilégio de conversar com Leif Denti, consultor na empresa Prospero Technology Management e licenciado em Psicologia pela Universidade de Gotemburgo. Atualmente, Leif Denti está em busca de seu doutorado em Psicologia também pela Universidade de Gotemburgo, com a tese voltada a como líderes de projetos estimulam a criatividade e a inovação em suas equipes de projetos. Leia abaixo quatro considerações importantes que o profissional sueco destaca para o desenvolvimento de equipes em ambientes voltados à economia criativa e ao departamento de Pesquisa & Desenvolvimento.

1. Para um olho destreinado, quais os indícios de que um líder e/ou uma equipe não estão trabalhando a favor da criatividade e da inovação?

Há muitas coisas que líderes/administradores fazem para impedir a criatividade e a inovação. A coisa mais importante que líderes fazem é limitar a liberdade de seus empregados. Este foi um grande achado em minha dissertação. Líderes que “microgerenciavam” davam instruções detalhadas demais e monitoravam seus subordinados de perto demais. Isso criava desmotivação e frustração, que é muito ruim à criatividade. Outra coisa que os líderes podem fazer para impedir a criatividade é ignorar as novas ideias de seus subordinados. Os líderes são essencialmente porteiros, e se o líder constantemente bloqueia novas ideias e iniciativas, pouco acontece.

Leif Denti2. Você mencionou a “inovação invisível” em um de seus artigos do Innovation Management. Como ela funciona? Como usá-la para impulsionar a produtividade criativa em uma empresa, especialmente uma agência?

A “inovação invisível” é um termo para os tipos de inovação que ocorrem for a dos processos formais de inovação, ou for a dos departamentos formais que são designados à inovação (por exemplo, departamentos de pesquisa e desenvolvimento). É o tipo de inovação que acontece porque as pessoas são naturalmente inovadoras – elas querem mudar aspectos de seu trabalho e melhorar coisas. Este tipo de inovação deve ser reconhecido e incentivado, não como algo que impede a performance do negócio, mas algo que o melhora a longo prazo.

3. Há a possibilidade de autogestão de inovação? Ou seja, um indivíduo ou uma equipe poderiam administrar suas conquistas em criatividade e inovação sem a necessidade de um líder de equipe ou superior imediato para este tipo de gestão?

Claro, mas a equipe ainda precisa saber sobre o quê estão buscando ser inovadores. Eles ainda precisam de alguma direção, ou estratégia. Em empresas inovadoras, as equipes já são bem autônomas, autodirigidas, mas elas têm um bom senso de quais tipos de inovações que criam valor à empresa.

4. Que conselhos você daria a líderes que pretendem iniciar o desenvolvimento da criatividade e inovação entre seus subordinados?

Comece a confiar em seus subordinados.
Incentive a criatividade e reconheça o progresso, mesmo que o progresso seja lento.
Reconheça as falhas como progresso, não como falhas.
Seja um modelo a ser seguido. Tente coisas novas, falhe de vez em quando, e supere as falhas.

A Rae,MP agradece enormemente a gentileza do professor Leif Denti e lhe deseja boa sorte em sua tese de doutorado e muito sucesso em todos os âmbitos de sua carreira!