Integração: a palavra de ordem

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Quem só apertava parafusos está perdendo espaço. Hoje, você pode ser expert em apertar parafusos, mas tem de entender também como bater um prego com uma martelada só.

Se Henry Ford estivesse conosco, veria que produção em série não se aplica às agências de comunicação, nos dias hoje.

A palavra, não tão nova, mas ainda assim eficiente em sua  essência, a tal integração, é o que mais tem gerado resultados nos planejamentos de campanhas e, nos processos do dia a dia entre departamentos.

QuebraAcredito que o departamento de mídia foi um dos que mais sofreu com as mudanças, tanto na forma de entregar, como na forma de comprar. Tempos atrás, a área de mídia era aquela responsável pelas negociações de espaços, volume e parcerias. E não tinha contato direto, com outros departamentos e clientes, mas esse formato não é praticado mais.

Com toda a evolução que tivemos, principalmente com o mundo digital, o profissional de mídia está cada vez mais presente nos demais departamentos e clientes.  Isso não é mais um diferencial, mas sim, essencial.

Sinto isso na pele, pois já integramos por completo os departamentos de mídia e social media. Misturamos tudo, tanto em espaço físico, como em pensamento. E os resultados foram trabalhos mais desenvolvidos e mais estratégicos.

Com as novas formas de comprar mídia on-line e, até off, o profissional de mídia não se limita apenas ao target demográfico para entender onde seu consumidor está. Ele passar a ter a atenção para todo comportamento durante o seu dia.

Não compramos mais espaço, compramos  um espaço que irá falar diretamente com o seu target, mas isso contando com as marcas que ele “curte”, o tipo de conteúdo que ele navega, a forma como ele consome mídia, se ele é casado, se tem filhos, se viaja  etc.  Essas peculiaridades, ou boa parte delas, podem ser informações cruzadas com as redes sociais que têm ferramentas em mãos, para entender como determinado público age com vários assuntos, serviços e produtos.

Compras via mídia programática são totalmente comportamentais. Quanto mais informações tivermos a respeito do produto ou serviço, mais próximo do target estaremos. Cruzar essas informações com os seguidores nas redes sociais, de uma marca ou produto, é fantástico. Teremos em mãos seu estilo de vida.

Aqui, citei a experiência na mídia, mas o restante da agência segue também esse mesmo formato.

Ligia Brito – Gerente de Mídia